Frente 02 · Detecção 2× por semana

Monitor de alertas

Perda de vegetação detectada por satélite em tempo quase real — comparando cada nova imagem com cinco anos de linhas de base.

ÚLTIMA DETECÇÃO · —
SENTINEL-2 L2A
Alertas totais
—
Área afetada
—
Fortes
—
Novos · 1ª aparição
—
IDNovoDataLocalizaçãoÁreaConfiança

O que significa a confiança de um alerta?

O sistema compara imagens recentes com a aparência normal da área. Quando a vegetação foge do padrão, nasce um alerta — e a confiança diz o quanto se pode confiar nele.

Alta

Mudança muito clara, confirmada por múltiplos indicadores. Muito provável que seja real no terreno.

z < −3.0 · NDMI + NBR
Média

Mudança perceptível, mas que pode vir de seca, nuvens ou sombras. Vale verificar.

z < −2.5
Baixa

Pequena mudança detectada. Pode ser início de algo real — ou variação natural. Pede verificação local.

z < −2.0

A saúde da vegetação, semana a semana

Três índices espectrais acompanham umidade e vigor da vegetação. Em Caatinga e Cerrado, os índices de umidade separam melhor o desmatamento da seca sazonal. Clique em um índice para vê-lo no gráfico.

MÉDIA DA AOI · BANDA = ±1σ DA LINHA DE BASE MENSAL (2017, 2019, 2021, 2022, 2025) · SQLITE → JSON

Um guia rápido do que cada controle de “Explorar alertas” faz — para ler o mapa com segurança.

Subconjunto forte

A visão padrão. Mostra só os alertas mais confiáveis: alta confiança, vistos ao menos 2 vezes (basta ser candidato) e com ao menos 50% de vegetação natural — o melhor ponto de partida para achar prováveis desmatamentos. Desligue para explorar todos os alertas com os filtros detalhados.

Confiança: alta, média, baixa

Mede quão forte e consistente foi a queda dos índices de vegetação frente ao normal daquele mês. Alta: queda grande e confirmada por mais de um índice (umidade e queimada) — difícil ser ruído. Média: queda moderada, ou clara em um único índice. Baixa: queda pequena, no limite do que o sistema detecta. Ou seja, quanto mais alta, menor a chance de ser nuvem, sombra ou seca passageira.

Persistência: 1ª observação → candidato → confirmado

Nuvem passa; desmatamento fica. O sistema conta em quantas datas de imagem o mesmo lugar reaparece. Se ele fica um tempo sem ser detectado — por exemplo, encoberto por nuvens na estação chuvosa — a contagem não recomeça do zero: continua sendo o mesmo alerta se voltar a aparecer em até 180 dias. 1ª observação: visto uma vez — pode ser real ou ruído. Candidato: 2 a 14 vezes — provável. Confirmado: 15 vezes ou mais — clareira estabelecida. Em “repete ao menos” você exige um número mínimo de observações.

Vegetação natural (%)

Quanto da área do alerta cai sobre vegetação nativa — e não pasto, agricultura ou cidade — segundo o MapBiomas. Subir o mínimo foca no que tem mais cara de desmatamento novo. Cada alerta traz esse número nas duas coleções (10 m e 30 m); você escolhe qual usar nessa conta.

Uso do solo (MapBiomas)

No canto do mapa você liga o uso do solo do MapBiomas de 2025 (10 m · Coleção 4 ou 30 m · Coleção 11), escolhe o nível de detalhe da legenda e quais classes mostrar — vegetação natural, agro/pastagem, urbano, água ou outros — para ver o que havia antes sob cada alerta. É contexto visual: nenhum alerta é filtrado por aqui.

Período e camada base

Período: uma execução, uma data específica ou “todas as execuções”. Esta última é apenas um panorama leve do subconjunto forte (pontos no mapa) — não traz os filtros detalhados nem a tabela; para explorar a fundo, escolha uma execução. Camada base: satélite, mapa claro ou OpenStreetMap. Use a roda do mouse para dar zoom no mapa.

Como um alerta nasce

01Uma imagem de satélite recente da Chapada é preparada: imagens com mais de 60% de nuvem nem entram, e nas outras cada ponto com nuvem ou sombra é removido. Se sobrar menos de 20% da área visível, ou se mais de 30% dela “mudar” de uma vez — sinal de defeito na imagem, não de desmatamento —, a data inteira é recusada e não gera alerta.
02Cada ponto é comparado com o "normal" daquele mês, em três sinais: umidade da vegetação (NDMI), queimada (NBR) e vigor/verdor (EVI2).
03Onde a vegetação cai de forma forte e incomum, o ponto é marcado como suspeito.
04Pontos vizinhos marcados viram uma mancha; manchas minúsculas (< 1 ha, ruído) ou grandes demais para serem reais (> 1000 ha, defeito da imagem) são descartadas.
05Cada mancha é rotulada: confiança, se foi fogo ou corte, o que havia embaixo (MapBiomas) e em quantas datas ela já apareceu.

O mesmo lugar, em datas diferentes

Nuvem passa; desmatamento fica. Por isso o sistema conta em quantas datas de imagem a mesma área aparece: reaparecer uma vez faz do alerta um candidato, e ele só é confirmado depois de visto 15 vezes ou mais. As datas não precisam ser seguidas — uma falta por nuvem não zera a contagem se a área reaparecer em até 180 dias. Nos dados até 30/08/2026, gerados pelo sistema anterior, a mesma data podia contar mais de uma vez, e as contagens ali tendem a ser maiores. Nada é descartado — todos os alertas ficam disponíveis, cada um com sua etiqueta, e você escolhe o que ver.

O "normal" de cada mês

A linha de base descreve como cada trecho da Chapada normalmente aparece em cada mês do ano — essencial numa Caatinga que perde as folhas na estação seca. É construída com 5 anos de clima calmo (2017, 2019, 2021, 2022, 2025), deixando de fora anos de El Niño forte para não confundir seca extrema com desmatamento.

O que havia antes (MapBiomas)

O satélite vê que "algo mudou", mas não o que havia ali. O mapa de uso do solo do MapBiomas etiqueta cada alerta (vegetação natural, pasto, agricultura, urbano), ajudando a separar provável desmatamento novo de mexidas em área já usada. Duas coleções ficam disponíveis — 10 m e 30 m — e você escolhe qual usar. É só rótulo: nenhum alerta é removido.

Por que NDMI e não NDVI?

A Caatinga muda muito entre seca e chuva — a amplitude sazonal do NDVI (verde) se confunde com desmatamento. Índices de umidade (NDMI, NBR) mantêm a separação clara o ano todo.

IMAGENS SENTINEL-2 · CÓDIGO ABERTO AGPL-3.0 · DADOS CC-BY-SA 4.0 · METODOLOGIA REPLICÁVEL

Contains modified Copernicus Sentinel data 2017–2026, processados no Google Earth Engine. Uso do solo. Mapa: Projeto MapBiomas – Coleção 4 de Mapas Anuais de Cobertura e Uso da Terra do Brasil com 10 metros de resolução espacial, acessado em 06/10/2026 através do link: https://storage.googleapis.com/mapbiomas-public/initiatives/brasil/lulc_10m/collection4/coverage/brazil_coverage/brazil_coverage-col4_10m_2025.tif; e Projeto MapBiomas – Coleção 11 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso da Terra do Brasil, acessado em 06/10/2026 através do link: https://storage.googleapis.com/mapbiomas-public/initiatives/brasil/collection11/lulc/coverage/brazil_coverage/brazil_coverage-col11_2025.tif (ano 2025). A fração de vegetação natural de cada alerta e o subconjunto forte usam os rótulos de uso do solo gravados na própria release. Sob CC BY 4.0; classes reagrupadas pelo Observatório.

Pergunte ao assistente

Uma IA que conhece toda a metodologia do monitoramento — da linha de base ao cálculo de persistência.

Assistente de IA — pode errar.

Baixe os alertas

GeoJSON por execução do pipeline, séries temporais em JSON e limites da área de estudo. Licença CC-BY-SA 4.0.

Os alertas derivam de imagens Sentinel-2 (Contains modified Copernicus Sentinel data 2017–2026) e trazem a etiqueta de uso do solo do Projeto MapBiomas (CC BY 4.0). A citação oficial, os DOIs e as licenças estão em Dados abertos.

Como citar o sistema de alertas

Se você usar este software, os produtos de linha de base ou as saídas de alerta em sua pesquisa, por favor cite:

Bravo, S. (2026). Chapada do Araripe Deforestation Monitor (Version v2.0.0) [Computer software]. Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.19885824

BibTeX

@software{bravo_araripe_2026,
  author  = {Bravo, Santiago},
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}

Licença

Código sob AGPL-3.0 — copyleft: derivados redistribuídos ou executados como serviço em rede devem permanecer abertos e atribuídos. Produtos de dados (linhas de base, alertas, séries) sob CC-BY-SA 4.0 — compartilhe e adapte com atribuição e sob a mesma licença.